Cena extra para leitoras e leitores de Paixão em Jogo. Postada aqui em razão de termos atingido 1k de leituras na história, no Wattpad. 

Breve explicação: Decidi fazer um jogo com as leitoras da história. Sempre que atingirmos um número determinado de leituras, eu soltarei uma cena extra do passado Brenda + Liam. Essa cena foi discutida dentro do bondinho do Pão de Açúcar e sugerida por meus alunos e minhas alunas. Espero que tenha ficado à altura da expectativa deles e delas!! 

Casar amigos é sempre um evento que gosto de participar. Ainda mais quando esses amigos são de infância, da sua cidade natal. Gabriela e Davi namoram desde que tinham quinze anos, é justo que se casem aos vinte. Ou não, são novos demais, mas a que tem problema com casamentos sou eu. Gosto para os outros. Fujo quando o assunto é para mim. Sou jovem, moro no exterior, ainda não encontrei minha alma gêmea. Alguém com quem queira compartilhar a vida dessa forma. Bem, encontrei. Essa pessoa se chama Archibald Williams e nunca vamos nos casar. Já concordei que não consigo lidar com a poligamia dele. Ou ele é meu, ou não vamos trocar votos. 

A festa foi linda e ainda tenho dois dias para curtir o Rio de Janeiro. Não sei se consigo, já que tenho um carrapato grudado em mim. Liam Taylor, o maldito jogador, que decidiu vir ao Brasil. É um stalker, ele não tem nada para fazer aqui, só quer me vigiar. Já mandei ele à merda, já disse que deveria se foder sozinho, que ele não vai me enrolar nessa conversinha mole, mas não deu certo. Liam me manda mensagens de meia em meia hora e hoje pediu que eu o encontrasse no Pão de Açúcar. Quer conhecer a cidade e disse que precisa da minha ajuda, já que não fala português. É uma desculpa esfarrapada. O que ele quer é outra coisa.

Acabo disposta a outra coisa. Tem uma força que me puxa para perto de Liam e não vou lutar contra ela, hoje. Marco com ele para assistirmos ao por do sol no Pão de Açúcar. Sei que ele vai ficar sem fôlego, ele adora a natureza e suas maravilhas. E tem poucas cidades mais maravilhosas do que o Rio, para ele curtir. Quando chego à entrada do bondinho, Liam está me esperando. Sem fôlego fico eu com a imagem que me confunde. 

Junto à lindíssima paisagem da Urca está o homem mais lindo do universo. Ele está bronzeado dos cinco dias pegando sol. Cobre a pele dourada com uma camiseta que deixa seus braços perfeitos à mostra. O cabelo raspado pela rebeldia dá a ele um ar despojado. Liam exala sedução. Ele inteiro é uma dança do acasalamento. Todas as pessoas viventes que passam pelo lugar estão olhando para ele. Admirando esse fenômeno da natureza. Ele é como o mar bravio que estoura nas pedras, mas sobre o qual nos debruçamos para apreciar. Se cairmos da beirada, é morte certa. E eu caí. 

— Chegou cedo. — Implico. Ele me agarra pela cintura e me puxa para si. Geralmente não nos pegamos em público, só que ele não conhece ninguém ali. Nem ninguém o conhece. Liam é apenas um homem maravilhoso turistando no Rio de Janeiro. Recebo sem reclamar o beijo molhado que ele me dá, o contato com seus lábios me acende. 

— Quis fazer uma surpresa. Vem comigo. 

Vamos até a entrada do bondinho e Liam conversa, em inglês, com alguém. Segura minha mão e o percebo um pouco diferente. Esse estilo romântico não combina com ele. O homem com quem conversa abre a catraca e entramos. 

— Por que furamos fila? — Sussurro em seu ouvido. Ele me abraça. 

— Não furamos. Eu contratei o bondinho exclusivo, vamos subir sozinhos.

Pronto, está aí o Liam que eu conheço. Os olhos claros, que uma hora estão azuis, outra verdes, me encaram como se fossem me engolir inteira. Mas será que ele só inventa moda? O que diabos Liam Taylor quer fazer dentro do bondinho que precisamos estar sozinhos? Nem sei por que faço essa pergunta, sua cara safada me conta exatamente o que ele pretende. E isso me excita a um limite que ainda não tracei. Sexo nos corredores escondidos do estádio é uma coisa. Sexo no bondinho do Pão de Açúcar eleva a loucura para outros níveis. 

Esperamos o bondinho descer. Não há ninguém na fila de embarque, apenas nós dois. Olho ao redor e as pessoas conversam animadamente. O bondinho para, alguns turistas descem, a porta se abre para nós. Meu coração dispara na iminência do que vamos fazer. Eu sei que vamos. Liam segura minha mão e a acaricia com o polegar quando entramos no cubículo feito de ferro e vidro. Muito vidro, vidro para todos os lados. 

Ele me empurra contra esses vidros e me prende com seu corpo. Seguro nos apoios atrás de mim no instante em que o bondinho inicia a subida, porque Liam avança sobre minha boca. Pronto, começam os jogos. Temos pouco tempo até essa coisa chegar a seu destino, então tem que ser rápido. Nunca foi um problema, antes. Recebo sua língua, suas mãos em minha bunda, me erguendo e me puxando de encontro à sua ereção. 

— A paisagem é maravilhosa. — Ele diz, olhando por sobre meus ombros. 

— E vai perder isso fazendo sexo comigo? 

— Não, Brenda. Vou apreciar a vista enquanto faço sexo com você. 

Liam beija meu maxilar, meu pescoço, enfia a mão por dentro da minha blusa e segura meus mamilos entre os dedos. Estou agarrada à sua boca e deixo os dedos percorrem as maravilhas do seu peito definido. Enfio a mão em seu bolso traseiro, já sei onde ficam os preservativos. Depois, coloco a mão em sua bermuda de elástico e puxo sua ereção para fora. Ele veio preparado, a facilidade de acesso me surpreende. Eu estou com barreiras um pouco mais difíceis de transpor, mas meu short de tactel não oferece muita resistência aos dedos habilidosos desse homem. Enquanto deslizo o látex em seu membro, ele me penetra com os dedos, me estimula e garante que eu esteja pronta para recebê-lo. 

A entrada é sempre bruta, porque nada com Liam é suave. Seus olhos nunca foram um mar tranquilo. Ele é tormenta, é descontrole, é um trem bala acelerando para cima de mim. Minhas costas batem contra o vidro enquanto suas mãos me sustentam no ar. Estamos chegando ao meio do caminho e ele investe contra mim em um ritmo que vai me levar à loucura. Cravo as unhas em suas costas e ele reclama de dor. 

O orgasmo é intenso e mútuo. O calor cresce em mim, sobre pelo abdômen e assume o controle do meu corpo no mesmo instante em que ele geme meu nome enquanto alivia toda a sua tensão dentro de mim. Minhas pernas amolecem e não sei se ficarei em pé tão cedo. Passamos da metade do caminho, precisamos nos desencaixar e nos recompor, mas não conseguimos, imediatamente. Testas coladas, encaramo-nos por alguns segundos. No final, ele não aproveitou a paisagem tanto assim. 

Retiro o preservativo, amarro e enfio no bolso traseiro dele. Coloco os pés no chão e sinto um espasmo dolorido. Ele não consegue respirar muito bem. Me envolve com os braços e me mantém perto, recostada em seu peito. Me embriago no cheiro de suor e sal. Quando o bondinho faz a primeira parada, estamos nos beijando. É difícil me separar dele e me lançar no meio do mundo novamente, mas a vista também me arrebata. Olho ao redor e vejo a segunda pedra, mais alta, um trajeto ainda mais interessante. Aponto para Liam. Ele sorri. 

— Tem outra viagem dessas? — Pergunta, colando a boca no meu ouvido. Concordo com um movimento de cabeça, rindo. — Só me dá meia hora e alguma coisa para comer. 

Caio na risada e saco meu celular. Quero tirar muitas fotos e me divertir um pouco antes da segunda sessão de sexo no bondinho do Pão de Açúcar. Algo me diz que, depois de hoje, Liam vai querer inaugurar alguma espécie de competição – em que lugares mais exóticos podemos transar. Espero que ele não esteja esperando me vencer, porque eu sei perder a linha, quando quero. 


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