Cena extra para leitoras e leitores de Paixão em Jogo. Postada aqui em razão de termos atingido 3k de leituras na história, no Wattpad. 

Breve explicação: Tamara pediu essa cena, então eu fiz. Saiu mais pervertida do que eu esperava!

Atenção! Essa cena não é adequada para menores de 18 anos.

Conversar com Brenda sobre a gravidez dela é muito difícil, sempre. É um assunto delicado que me remete a muitas merdas que fiz, desde o dia em que ela foi estuprada. Brenda não sabe de tudo, se ela soubesse, ela provavelmente me mataria. E agora que ela está de volta, o passado me assombra vinte e quatro horas por dia, porque, uma hora, ela vai descobrir. Mesmo assim, coloco o bem-estar dela na frente de tudo, preciso que ela se abra com o Taylor. Se ela não contar a verdade para ele, qualquer verdade, eles nunca vão ser plenos. E eu sei, Brenda precisa de plenitude. 

Quando saio do quarto dela, encontro Júlia no corredor. Por algum motivo acho que ela está me esperando ali, talvez curiosa por eu ter me trancado com a mulher que ela sabe que eu amo. Nunca conversamos sobre alguns assuntos, como se vamos ter um relacionamento, se vamos namorar, se ela vai me aceitar como sou, se vai entender o que eu e Brenda somos. Pareço meio hipócrita, cobrando de Brenda algo que eu mesmo não faço. 

— Eu precisava falar com ela. — Respondo a uma pergunta não feita. — Brenda tem que conversar com Liam sobre o ataque que ela sofreu. 

— Concordo. Eu estou feliz que você consiga colocar juízo na cabeça dela, eu desisti há algum tempo. Você já vai? 

Olho para ela e fico confuso por alguns segundos. Enquanto Brenda é um livro aberto, para mim, Júlia é um enigma. Eu não a entendo tão bem e ela não faz muita questão de ser transparente. Parece que quer que eu pegue no ar algumas indiretas. Sim, eu já vou ou não, estou aguardando um convite para sua cama? 

— Depende, se ainda tiver algo divertido para fazer por aqui. 

— Vítor adora jogar Uno. — Ela move os ombros. — Eu posso ter outros jogos escondidos no meu quarto, se quiser ver. 

Lá está, a indireta mais certeira e no meio da minha cara que eu poderia receber. Não sei bem o que devo fazer, sinto-me um idiota por estar inibido com uma garota porque, na verdade, eu não costumo ter nenhuma inibição. Talvez o problema seja que Júlia é amiga de Brenda e eu sempre projeto o desejo sexual que sinto pela segunda. Seria deselegante e bem machista da minha parte ficar com uma pensando na outra. Mas eu nunca vou saber se não tentar. Encerro o momento sem palavras e seguro Júlia nos braços, beijando-a no meio do corredor. 

O toque de nossos lábios é suave e molhado. Ela abre a boca e se rende à língua que a invade. Sinto o coração disparar e o toque das mãos dela nas minhas costas, por dentro da camisa, faz com que os músculos do meu abdômen se contraiam. Eu a quero, não estou enganado quanto a isso. O beijo fica mais voraz e empurro-a para o quarto, fechando a porta com o pé, jogando-a na cama, pressionando meu corpo contra o dela. Forço minha ereção contra as coxas dela, sinto-me estrangulado dentro dos jeans que visto. 

Júlia interage comigo. Beija meu maxilar e desce os carinhos até meu pescoço, invadindo a camisa que visto com as mãos. Faço o mesmo, seguro seu sutiã e o abro com alguma facilidade. Ela arqueia o corpo para trás quando suspendo o tecido fino da blusa e coloco um dos mamilos na boca. Droga, ela é uma delícia. Júlia arrasta as unhas por minhas costas e tenta empurrar minha calça para baixo, com os pés. Ela parece ansiosa, talvez esteja, mas é provável que nós dois estejamos. Levanto-me parcialmente e paro de perder tempo, arrancando a camisa. Olho para ela, deitada sob mim, e sinto a boca salivar. Passo as duas mãos abertas pelas partes descobertas de desse corpo, contornando suas curvas enquanto termino de tirar sua roupa. Passo um dedo por sua abertura, ainda sobre a calcinha, e a percebo úmida. Sorrio. 

Júlia ergue o corpo e puxa os jeans que estou vestindo, para baixo, expondo minha ereção. Gosto que ela demonstre satisfação com o que vê e que, sem barreiras, coloque meu membro todo na boca. Jogo a cabeça para trás e seguro seus cabelos com força, um pouco embaraçado por estar achando isso tão bom. 

— Céus, você realmente sabe o que está fazendo. — Provoco. Ela para, me olha, tem um sorriso malicioso nos lábios. Que mulher. 

— Sério? Pelo visto, são as mulheres em Londres não sabem fazer sexo. 

Júlia dá uma risada e volta a dedicar atenção ao meu pau. Lambe toda a sua extensão, chupa a glande, enfia na boca até eu sentir que toca a sua garganta, acaricia minhas bolas, seguro-me pela bunda. Adoro sexo ora e, pelo visto, ela também está aproveitando o momento.  

— Para, Júlia. — Solto um gemido baixo. — Não quero gozar agora. 

Ela me obedece e me ajuda a me livrar das calças. Empurro-a sobre o colchão, arrancando a calcinha que ela usa, já bastante desnecessária. Enfio dois dedos de uma vez, sentindo a textura da sua pele e a umidade que indica que ela me deseja ali. Eu também desejo. Sinto o corpo dela se contorcendo de prazer em minhas mãos e isso me inspira a ir além. Beijo sua coxa, a virilha, enquanto mantenho os dedos inseridos nela, indo e vindo bem devagar. Levo a boca até o meio das pernas dela e envolve sua intimidade com a boca. Chupo tudo de uma vez, os grandes lábios, o clitóris, e ela geme alto.

— Vai chamar a atenção dos seus amigos. — Sussurro. 

— Eles que se fodam. — Júlia diz, a voz esganiçada pelo prazer erótico que estamos compartilhando. Adoro mulheres desbocadas. — Que arrumem alguém para eles, oras. 

Dou uma risada e retiro os dedos, coloco na boca e chupo. Depois, levo novamente a boca até seu clitóris e sugo, com força. Passo a língua e sugo, em um movimento ritmado e constante, sabendo que ela vai chegar ao êxtase.

— Goza pra mim, Júlia. 

Talvez tenha sido demais falar dessa forma, porque ela parece de se controlar e deixa que o orgasmo venha, violento. Seu corpo convulsiona na minha boca e só paro que ela relaxa, exaurida, na cama, mas ainda pulsando. Sei que está ansiosa por ser penetrada. Pego uma camisinha e me posiciono sobre ela, forçando minha entrada. Ela está excitada, eu também, a penetração é fácil e prazerosa. Ela me enlaça com as pernas e força meu pau todo dentro de si, abrindo os olhos para me observar. 

Não tenho pudor quanto a isso, até prefiro que estejamos de olhos abertos, compreendendo as sensações um do outro. Também não estou a fim de ser sutil, me movo com força dentro dela, deixando bater carne com carne, garantindo, por sua expressão facial, que ela esteja gostando. Quero que ela chegue ao orgasmo novamente e só me permito aliviar quando meu pau é estrangulado dentro dela, me dando a certeza de que Júlia gozou. Ah, droga, eu nem consigo resistir mais do que alguns segundos, depois. Dobro o corpo sobre ela, beijo sua boca, deito na cama ao seu lado, exaurido. 

— É. — Ela diz, ajeitando-se para se aninhar eu seu peito. Eu a abraço. — Estava mesmo precisando disso. 

— Eu também. Espero que…

— Foi fantástico, Archibald. — Júlia sussurra meu nome, deliciosa. Percebo, nesse instante, que ela não tem nada a ver com a amiga, com quem tinha medo de compará-la. Nem a voz, nem o cheiro, nem o toque, nem a textura da pele, nada. Isso é mais que bom, é tudo que eu preciso nesse momento. De alguém para me desintoxicar de Brenda. — Você tem que ir embora ou vai passar a noite aqui? 

— Você quer que eu passe a noite aqui? — Decido perguntar diretamente, pois nem sempre entendo o que não é dito. E, depois do orgasmo, estou menos capacitado mentalmente. Ela beija meu peito, passa a mão por minha barriga. 

— Sim, eu quero. — Júlia ergue os lindos olhos claros e me encara. Tem um sorriso capcioso em sua boca que eu já quero beijar de novo. — Quem sabe não podemos repetir a dose?

Dou uma risada e a puxo para cima, fazendo o que tenho vontade. Se eu ficar com ela nessa cama, vamos fazer mais do que repetir a dose, mas ninguém está se importando com nossa vida sexual. Se tiver que ter maratona de sexo, então que tenha. Ainda bem que trouxe mais de uma camisinha. 

Deixe uma resposta

Fechar Menu