Série Amores em Kent - livro seis

Mês: julho 2020 (Page 1 of 3)

Top 5 – Cenas sensuais em romances de época

A tão esperada lista das minhas cenas sensuais favoritas ficou pronta. Não foi fácil elaborá-la, pois há muita qualidade nesse mundo de romances de época e eu sei que não li quase nada, ainda! Por enquanto, essas cenas que escolhi são aquelas que mais me sacudiram por dentro enquanto lia, mas essa lista está longe de ser exaustiva hehe. Vamos?

A DESCRIÇÃO DAS CENAS PODE CONTER SPOILERS LEVES DOS LIVROS. 

ESSE NÃO É UM POST ADEQUADO PARA MENORES DE 18 ANOS. 

#5 – O PRÍNCIPE CORVO, ELIZABETH HOYT

Esse foi o primeiro romance de época que li. A recomendação da minha querida amiga, leitora e beta, Verona, foi certeira. Elizabeth Hoyt tem uma escrita direta, crua e muito sensual. A cena em questão é o início do Capítulo 20, quando Anna vai para Londres com Edward e eles dormem juntos. Todo esse livro é muito sensual (as cenas no clube são de tirar o fôlego), mas a forma como Edward trata Anna nessa cena específica me fez salivar (nem nego). Um dos pontos principais é que ele a penetra por trás, e de uma maneira bastante estimulante.

Edward se afastou e, com cuidado, a virou de bruços. Ele encheu as mãos com as nádegas fartas e puxou-a para si até que Anna estivesse apoiada nos joelhos e nos cotovelos. Fez uma pausa para examinar seu sexo vulnerável desse ângulo. Seu peito arfou diante dessa visão. Aquela era sua mulher, e somente ele teria o privilégio de vê-la assim.

Ele segurou seu pênis e o guiou pela entrada úmida. A sensação era tão boa que empurrou com mais força do que pretendia. Fez uma pausa para arfar. Então empurrou mais uma vez. E mais uma vez. Até as paredes escorregadias cederem e ele ter feito um abrigo para si mesmo em seu calor. Os músculos dela se apertando ao redor dele.

#4 – DIGA SIM AO MARQUÊS, TESSA DARE

Tessa é a rainha das cenas sensuais. Ela consegue ser fantástica em descrever o intercurso sexual dos personagens quase sempre sem falhas hehe. Essa cena é do livro 2 da trilogia Castles Ever After. Não é meu livro favorito, mas a primeira vez de Clio e Rafe é de tirar o fôlego. Depois de passarem a noite juntos, de manhã, eles conversam sobre casamento e ela tem a brilhante ideia de pedir que ele fizesse coisas indecentes com ela – as coisas que ele sonhou em fazer, quando eram mais jovens. O resultado é um Rafe bastante desbocado, sexo oral e uma cavalgada em uma poltrona.

“Olhe só”, ele disse, e seu tom brusco a atingiu no baixo-ventre. “Olhe o que você fez.”

Ela sentiu o rosto queimar. Mas Clio tinha começado aquele jogo. Não poderia desobedecer agora. Então olhou. Foi ela que fez isso mesmo? Tudo isso? Em caso positivo, se sentia muito orgulhosa. Ela pôs as duas mãos nele, pegando o máximo que conseguia daquela extensão grossa. Então trabalhou as mãos para cima e para baixo.

“Estou fazendo certo?”

“Muito certo. Agora…” Ele ficou sem ar. “Agora use sua boca em mim.”

#3 – UMA HERDEIRA APAIXONADA, LISA KLEYPAS

Lisa costuma ter ótimos livros e cenas muito bem construídas, mas esse livro foi picância pura, do início ao fim. A gente mal se recuperava de uma dose de West Ravenel e já vinha outra, para derrubar de vez. E, quando eu achei que a cena da Phoebe barbeando West tinha sido o ápice, a querida autora leva a mocinha para o quarto do mocinho. Bem, ela era filha do diabo (Sebastian Challon, o meu deuso literário), então não podia ser santa, não é mesmo? * insira um meme aqui *

A cena começa no capítulo 30. Phoebe vai falar com West porque ele está estranho. Pensa que ele está dormindo, vira-se para sair e ele a encurrala entre a porta e seu corpanzil (grande, moreno, peludo, ai, meus sais). Nu, pronto para o combate, e não a deixa virar. É uma cena muito bem construída, sexo de pé, de costas, e com uma entrega deliciosa da mocinha.

Mas West se aproximou mais, as mãos ajustando o ângulo da pélvis dela, e Phoebe deixou escapar um soluço baixo de surpresa quando sentiu que ele a penetrava com cuidado, preenchendo as profundezas inchadas, abrindo-a com avanços e recuos graduais. O membro rígido fazia movimentos circulares dentro do corpo de Phoebe, provocando uma sensação tão deliciosa que seus joelhos ameaçaram ceder. Ela ouviu a risada baixa dele, que segurou seu quadril com mais firmeza. Quando estava totalmente dentro, West se inclinou por cima dela e sussurrou:

— Firme as pernas.

— Não consigo – disse Phoebe, em um lamento.

Todos os ossos de seu corpo pareciam estar derretendo e seus músculos tremiam. A única força restante estava no ponto mais íntimo e profundo de seu corpo, onde ela não conseguia evitar se contrair e atrair a invasão rígida.

 

#2 – UMA SEMANA PARA SE PERDER, TESSA DARE

Agora é só ladeira abaixo. Dois libertinos de primeira linha encabeçam a lista, e o segundo lugar vai para Colin Sandhurst, Visconde Payne, que passou uma semana enlouquecendo a nossa nerd favorita, Minerva Highwood. Todas as cenas entre eles são sensualidade pura, mas essa que escolhi me faz voltar no livro todo mês.

Ela acontece no capítulo doze e eles estão juntos em um quarto, em uma estalagem. Ah, os clichês! Minerva é bem interessada na anatomia humana e Colin está doido para ensiná-la algumas lições, e, quando ela acorda assustada pensando que o homem está matando a mulher no quarto ao lado (enquanto eles estão apenas fazendo sexo barulhento), a coisa esquenta. Colin protege Minerva com um lençol (ah, vá!) e a toca de forma íntima, mostrando o que ela deve esperar de um homem. Toda a dinâmica do ato sexual é encenada por ele, mas sem penetração e com o lençol no meio. Olha, a cena é um espetáculo!

Ele se mexeu sobre ela, redistribuindo seu peso. Ele era todo duro, e pressionava a carne macia de Minerva. Os músculos do peito de Colin achatavam os seios dela. Seus joelhos mantinham afastadas as coxas dela. E então aquele órgão duro, pulsante, que ela havia observado e admirado na noite anterior… Colin o pressionou contra seu sexo. O prazer ferveu dentro dela. Intenso. Consumindo-a. Diferente de tudo que ela conhecia. Ela gemeu, profunda e lascivamente. Porque ela queria mais. Mais daquela dureza, daquele calor. Mais daquela fricção sedutora que a pressionava por cima do tecido frio e macio.

Ele lhe deu o que ela desejava. Colin estabeleceu um ritmo lento e contínuo, indo e vindo sobre ela enquanto beijava seu pescoço e aninhava o rosto entre os seios cobertos.

 

#1 – UMA DUQUESA QUALQUER, TESSA DARE

E a cereja do bolo, o crème de la crème é uma das cenas mais intensas que já li. O troféu vai para o libertino, sem-vergonha, canalha, sedutor e maravilhoso Duque de Halford, também conhecido como Griff. Ele e Pauline são um casal incrível, e essa cena é o ápice. Ela acontece no capítulo vinte e um, depois que Lady Payne e Lady Rycliff (amigas de Spindle Cove) deixam a casa do duque. A diferença de classe social entre eles fica evidente, principalmente porque Pauline insiste em contar degraus de hierarquia que os separam – e isso dá o tempero para uma cena que dura o capítulo inteiro e é simplesmente fabulosa.

Eles estão no escritório, ele a possui sobre a escrivaninha, com direito a sexo oral, orgasmos múltiplos e uma declaração de amor muito torta, mas maravilhosa.

— Quem eu sou? – A voz dele estava tão perto… tão gutural. Os lugares íntimos dela pulsaram como resposta.

— Um duque.

— Que duque?

— O 8º Duque de Halford… Vossa Graça.

O corpo todo de Pauline latejava, pedindo alívio. O membro rijo dele estava tão longo e duro dentro dela… Por que ele tinha parado? Ela movimentou os quadris, tentando fazê-lo voltar a se mexer. Ele continuou imóvel, firme.

— Os títulos de cortesia. Recite-os também.

Oh, Deus.

— Eu não me lembro.

— Eu lembro. Nunca esqueço de quem eu sou. Nem mesmo quando estou dentro de você, e tão desesperado para gozar que poderia explodir. — Ele contraiu os quadris de novo. — Entendeu?

O duque recomeçou a se mexer. Dessa vez, o ritmo estava lento, mas implacável. Ele a penetrava com tanta força que um soluço sexo escapava da garganta dela a cada estocada.

— Griff – ela implorou.

A “lição” dele era ao mesmo tempo excitante e devastadora. Quando os dois estavam juntos, a sós, Pauline queria que Griff se esquecesse dos 33 degraus que existiam entre eles na escada da Sociedade inglesa. Mas ele não conseguia. Nem ela. A verdade nunca desaparecia.

— Eu sou o Duque de Halford – ele disse, penetrando fundo.

Ela fechou os olhos, tentando não chorar. Era tudo demais – a emoção, o prazer… a desesperança.

— Eu sou o Marquês de Westmore.

Estocada.

— Sou também o Conde de Ridingham. Visconde Newthorpe. Lorde Hartford-on-Trent.

Estocada. Estocada. Estocada.

— E também sou seu escravo, Pauline.

Oh, misericórdia. Ela soluçou para valer dessa vez. Não conseguiu evitar.

Ele parou, inteiramente enterrado dentro dela. Preenchendo-a, levantando-a, moldando-a a seu prazer. Quando se separassem, ela sofreria para sempre com o vazio causado pela ausência dele.

— Está me ouvindo? – a voz dele estava marcado pelo desejo. – Acredita em mim agora? Podem existir mil degraus entre nós. Eu não dou a mínima. Cada gota do sangue azul desse corpo ferve de desejo por você.

Eu apenas não tenho estruturas para essa cena.

Esse é meu top 5, por enquanto. Continuarei lendo, continuarei colecionando cenas sensuais perfeitas, e posteriormente pode ser que eu mude de opinião sobre o ranking. E vocês? Quais são as melhores cenas hots de um livro de época que já leram? Contem para mim!

A Donzela e o Canalha – lugares

Faltam 4 dias para começarem as postagens de A Donzela e o Canalha aqui no blog, e decidi mostrar para vocês uns lugares diferentes onde nossa história acontecerá. Dessa vez, nada de Mayfair, Thanet ou Londres! Nathaniel e Lucille estarão nos Estados Unidos, ano de 1899, e a aventura começa em Nova Iorque.

Nesse ano, Queens e Staten Island se tornaram parte da cidade de Nova Iorque. A população da cidade chegou a 3.500.00 habitantes. A construção mais majestosa era a Brooklin Bridge, que mantinha o título de maior ponte suspensa do mundo.

A cidade vivia uma explosão populacional, com intensa imigração europeia. Mais de 60% das crianças da cidade tinham pelo menos um dos pais estrangeiros. É nesse ambiente de imigração, crescimento econômico e cultural, que começa a história com o mais notório canalha de Nova Iorque – Nathaniel William McFadden – e a solteirona em desespero, Lucille Smith.

Mas eles não ficam na cidade o tempo todo. Eles fogem, seguindo para o norte, e param em Stamford, logo em seguida vão para Norwalk, duas cidades de Connecticut. Não é fácil achar imagens dessas cidades nesse período, nem muitas informações. São cidades pequenas e pouco importantes à época, mas foi por esse motivo que foram escolhidas como paradas na fuga. Afinal, fugir para lugares muito indiscretos não é uma boa ideia, não é mesmo?

Espero que estejam ansiosas para conhecer esses novos lugares, assim como estou doida para contar essa história para vocês!

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