Série Amores em Kent - livro seis

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Verossimilhança

Como professora de Direito Processual Civil, vez em quando explico aos meus alunos sobre a verossimilhança, dizendo que, em determinadas situações, o advogado precisa ressaltá-la. Para o Direito, verossimilhança pode ser entendida como a aparência de que o direito (material) pertence àquele que o pleiteia em juízo. Pode parecer que isso em nada se aplica à literatura, mas, na verdade, tem mesmo é tudo a ver.

Uma história tem que ser verossímil, dentro da sua proposta. Sempre fui devoradora de romances, não costumava ler literatura fantástica, portanto as minhas histórias favoritas aconteciam em cenários da vida real, populadas por personagens equiparados às pessoas reais. Meus autores favoritos sempre precisaram me fazer acreditar na história, me fazer acreditar que as personagens e suas reações eram, ao menos, verossímeis. Da mesma forma que exigia das obras que lia, passei a preocupar com a verdade nas minhas histórias, mesmo que elas fossem ficção.

Quando a literatura fantástica me capturou de vez – e nem me incomodo em dizer que foi na era Crepúsculo, porque foi mesmo! – passei a compreender verossimilhança de outra forma, não apenas como a aparência de que aquilo que foi narrado pudesse ser verdade (no mundo real em que eu vivo). A verossimilhança, na fantasia, relaciona-se com a possibilidade de que as coisas aconteçam dentro do mundo ficcional criado pelo autor.

Na verdade, eu exijo uma lógica de ações, reações e acontecimentos até mesmo em novelas, seriados de TV e filmes. Não é porque “foi você que inventou” que a coisa pode ser absolutamente inadmissível de acontecer – no próprio mundo que você inventou.

E olha que tem muita gente por aí que não se ocupa da verossimilhança. Recentemente andei prestando bastante atenção na falta de coerência entre atitudes das personagens, entre ocorridos de uma cena para outra, entre os relacionamentos. Não estou falando do que eu não gosto, mas do que não faz, realmente, muito sentido.

Quando leio fantasia, espero que o universo criado seja lógico, dentro da proposta do autor. Quando leio romances ou outros gêneros também de ficção, espero mais ainda – que os locais guardem correlação com os reais, que as personagens tenham atitudes racionais (ou irracionais, se assim for para ser), que os acontecimentos sejam equivalentes aos reais.

Isso me vale para doenças, questões jurídicas, passeios, jantares, trabalhos, relações familiares. Exijo verossimilhança e correlação em tudo que leio. Talvez eu seja uma leitora bastante chata e, com isso, deixando de dar ao autor liberdade poética para criar. Mas me incomoda ler aquilo que não faz sentido nem mesmo dentro da fantasia louca criada pelo escritor.

Tento escrever minhas obras assim – narrar lugares que já conheço, abordar situações que já tinha vivido ou das quais tenha conhecimento, a fim de garantir a razoabilidade. Se quero investir em uma realidade que não me pertence, pesquiso, leio a respeito, aprendo primeiro para escrever depois.

E você, leitor? Está preocupado com a verossimilhança também ou para você criatividade é o que importa, mesmo em prejuízo do que é racional?

A Donzela e o Canalha contado em imagens

Uma das leitoras mais animadas de A Donzela e o Canalha, a Carla Souto Maior, fez uma brincadeira no grupo do facebook (Puxadinho da Tatty) e montou uma seleção de imagens que narram a história de A Donzela e o Canalha, usando slides dos filmes Meu Malvado Favorito. Pedi a ela para trazer aqui para o blog e agora vocês podem se divertir!

PS: Contém spoilers leves da história.

 

Nate e Leo dominando Nova Iorque

Lucy chegando e pedindo ao Nate para arruiná-la.

Nate ao descobrir que Lucy estava na carroça com ele.

Nate conformado, ao constatar que Lucy não iria desistir da fuga.

Nate ligando para Leo

Léo juntando-se ao casal e interrompendo vários momentos calientes.

Nate olhando para Lucy respirar.

Nate indo resgatar Lucy.

E viveram felizes para sempre ♾♥️

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